A História do Ódio no Brasil

Profundidade do Conteúdo deste Artigo.

Olá, Meu nome é George Lucena e hoje temos mais uma publicação do Instituto Luz da Consciência de Numerologia Cabalística.

O Título desta Publicação é: A História do Ódio no Brasil.

“Achamos que somos um bando de gente pacífica cercados por pessoas violentas”.

A frase que bem define o brasileiro e o ódio no qual estamos imersos é do historiador Leandro Karnal.

A ideia de que nós, nossas famílias ou nossa cidade são um poço de civilidade em meio a um país bárbaro é comum no Brasil.

O “mito do homem cordial”, costumeiramente mal interpretado, acabou virando o mito do “cidadão de bem amável e simpático”.

Pena que isso seja uma mentira.

“O homem cordial não pressupõe bondade, mas somente o predomínio dos comportamentos de aparência afetiva”, explica o sociólogo Antônio Cândido.

O brasileiro se obriga a ser simpático com os colegas de trabalho, a receber bem a visita indesejada e a oferecer o pedaço do chocolate para o estranho no ônibus.

Depois fala mal de todos pelas costas, muito educadamente.

Olhemos o dicionário: cordial significa referente ou próprio do coração.

Ou seja, significa ser mais sentimental e menos racional.

Mas o ódio também é um sentimento, assim como o amor.  (Aliás os neurocientistas têm descoberto que ambos sentimentos ativam as mesmas partes do cérebro.)

Nós odiamos e amamos com a mesma facilidade.

Dizemos que “gostaríamos de morar num país civilizado como a Alemanha ou os Estados Unidos, mas que aqui no Brasil não dá para ser sério.”

Queremos resolver tudo num passe de mágica.

Se o político é corrupto devemos tirar ele do poder à força, mas se vamos para rua e “fazemos balbúrdia” devemos ser espancados e se somos espancados indevidamente, o policial deve ser morto e assim seguimos nossa espiral de ódio e de comportamentos irracionais, pedindo que “cortem a cabeça dele, cortem a cabeça dele”, como a rainha louca de Alice no País das Maravilhas.

Ninguém para 5 segundos para pensar no que fala ou no que comenta na internet.

Grita-se muito alto e depois volta-se para a sala para comer o jantar.

Pede-se para matar o menor infrator e depois gargalha-se com o humorístico da televisão.

Não gostamos de refletir, não gostamos de lembrar em quem votamos na última eleição e não gostamos de procurar a saída que vai demorar mais tempo, mas será mais eficiente.

Com escreveu  Sérgio Buarque de Holanda, em “Raízes do Brasil“,  o criador do termo “homem cordial” : “No Brasil, pode dizer-se que só excepcionalmente tivemos um sistema administrativo e um corpo de funcionários puramente dedica­dos a interesses objetivos e fundados nesses interesses.

Ao contrário, é possível acompanhar, ao longo de nossa história, o predomínio constante das vontades particulares que encontram seu ambiente pró­prio em círculos fechados e pouco acessíveis a uma ordenação im­pessoal” Ou seja, desde o começo do Brasil todo mundo tem pensando apenas no próprio umbigo e leva as coisas públicas como coisa familiar.

Somos uma grande família, onde todos se amam. Ou não?

O já citado Leandro Karnal diz que os livros de história brasileiros nunca usam o termo guerra civil em suas páginas.

Preferimos dizer que guerras que duraram 10 anos (como a Farroupilha) foram revoltas.

Foram “insurreições”.

O termo “guerra civil” nos parece muito “exagerado”, muito “violento” para um povo tão “pacífico”.

A verdade é que nunca fomos pacíficos.

A história do Brasil é marcada sempre por violência, torturas e conflitos.

As decapitações que chocam nos presídios eram moda há séculos e foram aplicadas em praça pública para servir de exemplo nos casos de Tiradentes e Zumbi.

As cabeças dos bandidos de Lampião ficaram expostas em museu por anos.

Por aqui, achamos que todos os problemas podem ser resolvidos com uma piada ou com uma pedrada.

Se o papo informal não funciona devemos “matar” o outro. Duvida? Basta lembrar que por aqui a república foi proclamada por um golpe militar.

E que golpes e revoluções “parecem ser a única solução possível para consertar esse país”.

A força é a única opção para fazer o outro entender que sua ideia é melhor que a dele?

O debate saudável e a democracia parecem ideias muito novas e frágeis para nosso país.

Em 30 anos, tivemos um crescimento de cerca de 502% na taxa de homicídios no Brasil.

Só em 2012 os homicídios cresceram 8%.

A maior parte dos comentários raivosos que se lê e se ouve prega que para resolver esse problema devemos empregar mais violência.

Se você não concorda “deve adotar um bandido”.

Não existe a possibilidade de ser contra o bandido e contra a violência ao mesmo tempo. 

Na minha opinião, primeiro devemos entender a violência e depois vomitar quais seriam suas soluções.

Por exemplo, você sabia que ocorrem mais estupros do que homicídios no Brasil?

E que existem mais mortes  causadas pelo trânsito do Brasil do que por armas de fogo?

Sim, nosso trânsito mata mais que um país em guerra.

Isso não costuma gerar protestos revoltados na internet.

Mas tampouco alivia as mortes por arma de fogo que também tem crescido ano a ano e se equiparam, entre 2004 e 2007, ao número de mortes em TODOS conflitos armados dos últimos anos.

E quem está morrendo? 93% dos mortos por armas de fogo no Brasil são homens e 67% são jovens.

Aliás, morte por arma de fogo é a principal causa de mortalidade entre os jovens brasileiros.

Quanto à questão racial, morrem 133% mais negros do que brancos no Brasil.

E mais: o número de brancos mortos entre 2002 e 2010 diminuiu 25%, ao contrário do número de negros que cresceu 35%.

É importante entender, no entanto, que essas mortes não são causadas apenas por bandidos em ações cotidianas.

Um dado expressivo: no estado de São Paulo ocorreram 344 mortes por latrocínio (roubo seguido de morte) no ano de 2012.

No mesmo ano, foram mortos 546 pessoas em confronto com a PM.

Esses números são altos, mas temos índices ainda mais altos de mortes por motivos fúteis (brigas de trânsito, conflitos amorosos, desentendimentos entre vizinhos, violências domésticas, brigas de rua,etc).

Entre 2011 e 2012, 80% dos homicídios do Estado de São Paulo teriam sido causados por esses motivos que não envolvem ação criminosa.

Mortes que poderiam ter sido evitadas com menos ódio.

É importante lembrar que vivemos numa sociedade em que “quem não reage, rasteja”, mas geralmente a reação deve ser violenta.

Se “mexeram com sua mina” você deve encher o cara de porrada, se xingaram seu filho na escola “ele deve aprender a se defender”, se falaram alto com você na briga de trânsito, você deve colocar “o babaca no seu lugar”.

Quem não age violentamente é fraco, frouxo, otário. Legal é  ser ou Zé Pequeno ou Capitão Nascimento. 

Nossos heróis são viris e “esculacham”

Muito bom este artigo, não é?

Espero que tenha ajudado a discutir um pouco sobre este tema.

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George Lucena


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Originalmente publicado em: http://www.gluckproject.com.br/.

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