A criação do Fórum de Inovação

Profundidade do Conteúdo deste Artigo.

Olá, Meu nome é George Lucena e vamos falar um pouco mais sobre Inovação.

A Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP) foi uma das instituições de ensino pioneiras na parceria com empresas para discutir a inovação em negócios no Brasil.

As conversas entre professores da escola e representantes de organizações brasileiras começaram em abril de 1999.

Em maio de 2000, surgia o Fórum de Inovação, consórcio criado para discutir a prática e o aprendizado da inovação no país e para desvendar a fórmula das companhias mais criativas e inovadoras.

Antes de completar um ano de atividades, o grupo percebeu que a tal fórmula simplesmente não existe, não há um único modelo de sucesso.

O que funciona bem numa companhia não necessariamente causará o mesmo efeito em outra.

O consórcio voltou-se então para o seguinte desafio: descobrir como as companhias brasileiras lidam e sistematizam, cada uma a seu modo, os processos de inovação.

O Fórum é uma das poucas iniciativas brasileiras voltadas para a prática da inovação na gestão e no modelo de negócio na maioria dos casos, enfoca-se apenas a inovação tecnológica.

Instituições participantes

Seis instituições formam o consórcio: Banco do Brasil, Copesul, Embrapa, Monsanto, Brasilata e Sebrae.

As reuniões acontecem a cada dois meses na sede da FGV-EAESP, em São Paulo, coordenadas pelos professores Marcos Vasconcellos, Moysés Simantob e Silvana de Aguiar.

As ações do consórcio se dão em diversas frentes.

Uma delas é o chamado “inventário de inovações”, ou seja, a elaboração de estudos de caso de empresas inovadoras, de diagnósticos e de workshops com executivos das organizações participantes.

O trabalho de investigação abrange entrevistas com esses executivos, que ajudam a perceber os fatores internos e externos que condicionam a capacidade de inovar e gerar resultados.

O chefe do departamento de organização e desenvolvimento da Embrapa em 2003, Paulo Fresneda, diz que o grande benefício do Fórum para sua entidade tem sido explicar as inovações já executadas, identificando seus elementos comuns. “Pretendemos esboçar um modelo de como induzir a inovação em nossa empresa, em vez de esperar que ela ocorra espontaneamente”, afirma.

Os estudos de caso examinam os elementos que facilitam ou inibem a atividade inovadora, de modo que se possa reproduzi-los ou evitá-los no futuro.

Os primeiros estudos concluídos pelo Fórum envolveram a Brasilata e a Copesul.

O diretor superintendente da Brasilata, Antônio Carlos Teixeira Álvares, conta que, já como resultado dos trabalhos do consórcio, triplicou o número de ideias geradas na empresa.

E o mais importante: ideias com a correta compreensão da importância da inovação. “Nossa expectativa é entender melhor o processo de inovação e testar nossas hipóteses de que o envolvimento de pessoas, o estilo de gestão e o meio ambiente são fundamentais nesse processo”, afirma Teixeira.

Difusão do conhecimento

Cada companhia do consórcio constituiu um comitê de inovação.

Responsáveis pela interface com o Fórum, esses grupos de trabalho, são auxiliados por professores da FGV-EAESP e difundem dentro das respectivas empresas o tema da inovação, por meio de comunicação interna, grupos de debate e workshops.

Inspirado no laboratório de mídia do Massachusetts lnstitute of Technology (MIT), o Fórum de Inovação concentra-se também em capacitação acadêmica, o que resultou, por exemplo, na inclusão do tema inovação em cursos de graduação e pós­-graduação da FGV-EAESP. “Queremos ser uma referência nacional no estudo da inovação”, diz o coordenador Marcos Vasconcellos.

O Fórum instituiu ainda as chamadas linhas de estudo, que permitem a formação de pequenas comunidades atuando na órbita do consórcio.

Esses grupos específicos regem suas próprias diretrizes de estudo, bem como o formato e o local de trabalho, e têm o apoio da academia.

A primeira linha de estudo lançada é a de Gestão do Design & Inovação, coordenada pelo professor Wilson Nobre.

Estratégia e planos

O Fórum nasceu para responder às necessidades das organizações que o mantêm.

Entre outros aspectos, isso envolve construir, junto com os executivos das empresas participantes, uma visão e uma plataforma de negócios que insiram a inovação estratégica nos respectivos planos corporativos.

Essa plataforma compreende a aplicação de ferramentas, métricas, processos e ambiente organizacional, bem como a descoberta de fontes de oportunidades, o diagnóstico de barreiras à inovação contínua e o estímulo à criação de uma cultura de inovação.

Pela experiência do Fórum, uma das tarefas mais difíceis está em entender como é possível aprender a inovar.

Os planos do Fórum de Inovação para os próximos anos são ambiciosos.

Além de ampliar o número de participantes, o grupo, a cada reunião, desenha metas como a criação de certificação específica e de um rankíng para as organizações brasileiras mais inovadoras.

Bem. Espero que tenha ajudado a discutir um pouco sobre este tema.

Estarei publicando uma série de novos artigos… acompanhe nossas publicações, cadastre-se em nosso site e curta a nossa Fanpage.

Ahh! É muito importante para MIM e PARA VOCÊ que você deixe um comentário neste artigo.

Sempre que você comentar um artigo eu me comprometo em criar um link para a sua página na resposta ao seu comentário!

É assim que construiremos uma grande rede de conteúdo relevante!

Abraço e Sucesso!

Ahh! Não esqueça de visitar o nosso Site: www.glucenaonline.com.br

George Lucena

Visite nossa Fanpage


Profundidade do Artigo
1
Qualidade deste Artigo
1
Utilidade deste Artigo
1
Média
  Carregando, por favor aguarde yasr-loader


Originalmente publicado em no Guia Valor Econômico de inovação nas empresas: Moysés Simantob & Roberta Lippi.

Deixe um comentário

avatar
  
smilegrinwinkmrgreenneutraltwistedarrowshockunamusedcooleviloopsrazzrollcryeeklolmadsadexclamationquestionideahmmbegwhewchucklesillyenvyshutmouth
Foto e arquivos de imagem
 
 
 
Arquivos de Áudio e Vídeo
 
 
 
Outros tipos de arquivos
 
 
 
  Inscrição  
Notificação de